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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Teatro e Bonecos no Mosteiro de Alcobaça


A Exposição está patente até ao dia 19 de Fevereiro de 2010,
de Segunda a Domingo, das 10 às 17 horas - Entrada Livre

"Há notícia da existência do teatro de marionetas em quase todas as civilizações: na Europa da Antiguidade, na China e na Índia. Do Pulcinella ao Punch, do Don Cristóbal ao Dom Roberto, é vasta a plêiade de bonecos pela Europa fora. Divertidos ou
dramáticos, o seu papel é indelével na análise e crítica da sociedade. No século dezoito, António José da Silva, «o Judeu», levava à cena diversas óperas para marionetas, criando personagens densas e ricas do ponto de vista psicológico. O seu êxito foi imenso mas veio a ser condenado à morte pela Inquisição.

Perde-se nos tempos a tradição do teatro de marionetas em Portugal.
Todos nós nos recordamos das barracas, muitas vezes em chita de Alcobaça, de onde sobressaíam pequenos bonecos que alegravam miúdos e graúdos, nas feiras populares, nas praias ou nos jardins.
Estes «bonecreiros» andavam de terra em terra, de barraca às costas, muitas vezes fugindo às autoridades, já que os seus fantoches, frequentemente eram irreverentes, afrontando os bons costumes.
Algumas peças representadas pelos bonecos são de tradição popular, outras são criadas propositadamente para determinados espectáculos.
A companhia S. A. Marionetas foi criada como estrutura profissional em 1997, embora o trabalho dos seus fundadores nesta área já tivesse lugar na década anterior. Desde essa altura, dedicaram-se à criação de peças originais, que têm levado em tinerância por Portugal e pelo exterior. Desde essa altura estiveram ligados a esta companhia o
nome de José Gil, Sofia Vinagre, Jaime Leão, Bárbara Santos, Natacha Pereira e, mais recentemente, Rui Sousa.
Estabeleceram co-produções com o Festival Cistermúsica, com as Comemorações dos 650 anos da morte de Inês de Castro, com a companhia de bailado CeDeCê, com as comemorações dos 200 anos da partida da Família Real para o Brasil, com o Igespar e com alguns nomes importantes da música: os Gift, no vídeo «Question of Love» (Prémio Melhor Produção TMN 2002) e o tubista Sérgio Carolino, com quem fizeram o spectáculo «Tubic». Internacionalmente, têm participado em festivais diversos em Itália, Alemanha, Espanha, País de Gales, França e Inglaterra.

Em Alcobaça, desde 1998 que desenvolvem o Festival Marionetas na Cidade, tendo sido reconhecido como «de interesse cultural» pelo Ministério da Cultura. Pelo seu trabalho, a companhia foi premiada com o Prémio Afonso Lopes Vieira, na categoria Artes e Espectáculo, em 2006. De 1997 até à actualidade, a S. A. Marionetas estreou 31 produções originais, tendo levado a cabo 1336 representações.
De resto, a companhia tem no seu currículo a efectivação da educação pela arte, pegando em temas históricos como a história de D. Pedro e D. Inês de Castro, o tempo de D. Maria I, D. João VI e a mudança da Corte para o Brasil ou lendas como a da Padeira de Aljubarrota – dentro da transversalidade dos temas que aborda, a S. A. Marionetas não esquece a história da região que a viu nascer.

A exposição «12 Anos a trabalhar para o boneco» na Galeria de Exposições Temporárias do Mosteiro de Alcobaça, apoiada pela Câmara Municipal de Alcobaça, consagra e demonstra o trabalho da S. A. Marionetas que conquistou já, pelos seus méritos, um lugar indelével na História do Teatro de Marionetas em Portugal."

Jorge Pereira de Sampaio
Comissário da Exposição

Mosteiro de Alcobaça - Serviço Educativo - 262 505 120

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Ver Navios


Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

06 de Fevereiro de 2010, 15h00

S.A. Marionetas - Teatro&Bonecos

1807, Novembro. Quase às portas de Lisboa as tropas de Napoleão ameaçam fazer capitular o Rei, como já aconteceu por toda a Europa e mesmo com a vizinha Espanha com quem tinha anteriormente feito uma coligação.

No gabinete D. João VI reúne com os seus conselheiros. Tem que decidir se entra no Bloqueio Continental decretado por Napoleão contra os Ingleses, ou se parte numa viagem jamais feita por um monarca europeu contando com o apoio dos “sempre presentes e velhos aliados” Ingleses.

Em Lisboa, capital do reino corre-se desenfreadamente. Finalmente foi tomada a decisão há muito pensada e por todos adiada. A corte vai partir numa viagem inédita. Transfere-se a Rainha, o Príncipe Regente, a Princesa sua mulher, os príncipes e as princesas, ministros, conselheiros, tesoureiros, secretários, esmoleres, alcaides, escrivãos, criados, pratas, livros, ouros, quadros, porcelanas… para o outro lado do oceano.

Assim tem início o espectáculo que conta a grande aventura de D. João VI e toda a sua corte no Brasil. Conta-se como foi e porque foi.

O elenco conta com cerca de 20 marionetas de fios que representam o D. João, D. Carlota, D. Maria, os filhos D. Pedro e D. Miguel, os Conselheiros D. Rodrigo de Sousa Coutinho, António Araújo e Azevedo, William Beresford, Lord Strangford, entre outros e como não podia deixar de ser Napoleão Bonaparte.

Inicia-se a narrativa com a partida da corte para o Brasil e o impacto da mesma na vida da colónia, regressando por momentos a Portugal e às Guerras Peninsulares, para de novo voltar às peripécias da vida quotidiana do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve do outro lado do Oceano. No final teremos D. Pedro que fica e Napoleão que confessa ter sido enganado.

Destaca-se ainda o grande rigor na confecção dos figurinos das marionetas bem como de cenários e estruturas cénicas que se baseiam em originais da época.

Observações:
Duração: 50m

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Theatrum Puparum


Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

23 de Janeiro de 2010
e
30 de Janeiro de 2010

15h00

"Theatrum Puparum: D. Inês de Castro e a Padeira de Aljubarrota", S.A. Marionetas – Alcobaça

Em ambiente medieval, vinte marionetas de varão, iluminadas a candeias de azeite e manipuladas por duas lindas donzelas, relatam as histórias de “D. Inês de Castro” e “A Padeira de Aljubarrota”. Por ordem do senhor destas terras que as funções sejam feitas de acordo com a verdade dos acontecimentos e que os bonecos representem fielmente as damas e os senhores dessas histórias.

Observações:
Público-alvo: M/4

domingo, 3 de janeiro de 2010

A Ver Navios


Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Alcobaça

06 de Fevereiro, 15h00
09 de Janeiro, 15h00
16 de Janeiro, 15h00

S.A. Marionetas - Teatro&Bonecos

1807, Novembro. Quase às portas de Lisboa as tropas de Napoleão ameaçam fazer capitular o Rei, como já aconteceu por toda a Europa e mesmo com a vizinha Espanha com quem tinha anteriormente feito uma coligação.

No gabinete D. João VI reúne com os seus conselheiros. Tem que decidir se entra no Bloqueio Continental decretado por Napoleão contra os Ingleses, ou se parte numa viagem jamais feita por um monarca europeu contando com o apoio dos “sempre presentes e velhos aliados” Ingleses.

Em Lisboa, capital do reino corre-se desenfreadamente. Finalmente foi tomada a decisão há muito pensada e por todos adiada. A corte vai partir numa viagem inédita. Transfere-se a Rainha, o Príncipe Regente, a Princesa sua mulher, os príncipes e as princesas, ministros, conselheiros, tesoureiros, secretários, esmoleres, alcaides, escrivãos, criados, pratas, livros, ouros, quadros, porcelanas… para o outro lado do oceano.

Assim tem início o espectáculo que conta a grande aventura de D. João VI e toda a sua corte no Brasil. Conta-se como foi e porque foi.

O elenco conta com cerca de 20 marionetas de fios que representam o D. João, D. Carlota, D. Maria, os filhos D. Pedro e D. Miguel, os Conselheiros D. Rodrigo de Sousa Coutinho, António Araújo e Azevedo, William Beresford, Lord Strangford, entre outros e como não podia deixar de ser Napoleão Bonaparte.

Inicia-se a narrativa com a partida da corte para o Brasil e o impacto da mesma na vida da colónia, regressando por momentos a Portugal e às Guerras Peninsulares, para de novo voltar às peripécias da vida quotidiana do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve do outro lado do Oceano. No final teremos D. Pedro que fica e Napoleão que confessa ter sido enganado.

Destaca-se ainda o grande rigor na confecção dos figurinos das marionetas bem como de cenários e estruturas cénicas que se baseiam em originais da época.

Observações:
Duração: 50m